ENCICLOPÉDIA Rancholi
Análise Genética Equina para o Cruzamento

Tordilho Cremelo X Preta

Wilson Chavioli Filho
Wilson Chavioli Filho Entusiasta da genética equina
Criador do App Rancholi
Análise Genética

Pai Tordilho Cremelo em mãe Preta

Neste artigo, exploraremos as possibilidades genéticas das pelagens do cruzamento entre um garanhão Tordilho Cremelo e uma égua Preta. A genética equina é um universo de combinações onde alelos dominantes e recessivos determinam a "pintura" final de cada indivíduo.

De um lado, temos o garanhão Tordilho Cremelo. Geneticamente, ele apresenta o genótipo base e/e a/a Cr/Cr G/n G/G. O gene (G) age sobre a pelagem base promovendo clareamento progressivo ao longo da vida até atingir tons muito claros ou totalmente brancos. (Base: Cremelo)

Do outro lado, a égua matriz Preta contribui com sua genética baseada em E/_ a/a. Pelagem inteiramente preta, sem diluições e sem ação do gene Agouti que restringe o preto às extremidades.

Quando combinamos esses códigos genéticos, criamos uma matriz de probabilidades. É importante lembrar que o resultado visual (fenótipo) muitas vezes esconde genes recessivos que podem "pular" uma geração.

Os Genótipos Envolvidos

Para que um cavalo tenha a pelagem Tordilho Cremelo, ele carrega combinações específicas de genes. Os genótipos possíveis para o pai incluem variantes como: G/n, G/G, e/e A/A Cr/Cr, e/e A/a Cr/Cr, e/e a/a Cr/Cr.

Já a mãe, sendo Preta, pode apresentar em seu DNA os alelos: E/e a/a, E/E a/a.

Entendendo os Alelos

Para compreender o resultado deste cruzamento, note os conjuntos de genes que estão em jogo:

Probabilidades Calculadas

Sendo o pai Tordilho Cremelo de genótipo (G/n), ele tem 50% de chance de transmitir o alelo Grey (G).

Sendo o pai Tordilho Cremelo de genótipo (G/G), ele sempre transmite o alelo Grey (G) (tordilho).

Sendo o pai Tordilho Cremelo de genótipo (e/e A/A Cr/Cr), ele transmite para 100% dos filhos o alelo (e), permitindo apenas a manifestação do pigmento vermelho (feomelanina) e transmite para 100% dos filhos o alelo (A), que restringe o pigmento preto às extremidades e sempre transmite o alelo de diluição Creme (Cr).

Sendo o pai Tordilho Cremelo de genótipo (e/e A/a Cr/Cr), ele transmite para 100% dos filhos o alelo (e), permitindo apenas a manifestação do pigmento vermelho (feomelanina) e transmite para 50% dos filhos o alelo (A) (restrição) e para 50% o alelo (a) (sem restrição) e sempre transmite o alelo de diluição Creme (Cr).


Sendo a mãe Preta de genótipo (E/e a/a), ela transmite para 50% dos filhos o alelo (E) (fator preto) e para 50% o alelo (e) (fator vermelho) e transmite para 100% dos filhos o alelo (a), que em homozigose permite o preto espalhado (se houver Extension).

Sendo a mãe Preta de genótipo (E/E a/a), ela transmite para 100% dos filhos o alelo (E), que habilita a produção de pigmento preto (eumelanina) e transmite para 100% dos filhos o alelo (a), que em homozigose permite o preto espalhado (se houver Extension).

Com base em um cenário padrão (considerando heterozigose onde não especificado), as chances estatísticas para os potros deste cruzamento são:

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